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Texto publicado na revista TRILHAS n.6, Campinas (SP): Instituto de Artes da Unicamp, v. 6, 1997; e na revista FACOM n.7, São Paulo: Faculdade de Comunicação da FAAP, 2000. Nesta última versão, o artigo vinha acompanhado de um manual de pesquisa na internet.


O caos e a teia:
potenciais revelados na complexidade da internet

Ronaldo Entler, 2002.


A Internet cresce rapidamente em tamanho, em recursos e em promessas. Mas quem não está aí para brincadeira e busca nela uma fonte de informações para pesquisa, muitas vezes se irrita com a quantidade de "lixo" em que se tropeça antes de chegar ao que interessa. A Internet é caótica e todo esse universo parece inútil se ele não puder ser organizado, pois sabemos que o conhecimento tem mais a ver com uma forma de estruturar as idéias do que com a quantidade de informações veiculadas.  Mas será que a maneira como a Internet se desenvolve é incompatível com essa ordem que caracteriza o conhecimento? Para responder a essa questão, vale observar rapidamente o significado  que o termo "caos" adquire num pensamento mais ou menos recente que emerge da própria ciência.


Breves referências sobre o caos

A mecânica clássica concebeu um universo composto por fenômenos que se encadeiam de forma linear, sempre regidos por leis genéricas e imutáveis. Conhecendo, num dado momento, a posição de um corpo e as forças significativas que atuam sobre ele, seria então possível determinar sua posição em qualquer outro momento do passado ou do presente. Um exemplo dessa pretensão é o que ficou conhecido como Demônio de Laplace, uma inteligência superior imaginada pelo físico e matemático francês Pierre Simon, o Marquês de Laplace (1749-1827). Em suas próprias palavras:

"Uma inteligência que, em qualquer instante dado, soubesse todas as forças pelas quais o mundo natural se move e a posição de cada uma de suas partes componentes, e que tivesse também a capacidade de submeter todos estes dados à análise matemática, poderia encompassar na mesma fórmula os movimentos dos maiores objetos do universo e aqueles dos menores átomos; nada seria incerto para ele, e o futuro, assim como o passado, estaria presente diante de seus olhos"[1].

Se a situação descrita por Laplace é hipotética, a previsibilidade dos fenômenos era ao mesmo tempo um princípio e uma meta para toda a ciência determinista.

Um questionamento básico que se pode fazer a esse princípio é o de que pequenas interferências não produzem apenas pequenos desvios, e por isso não podem ser desconsideradas. Não se trata de ampliar o número de variáveis a serem operados numa fórmula, mas de reconhecer que a teia dos fenômenos que podem intervir significativamente sobre os processos em estudo é, de fato, tão complexa que não se pode mais esperar um conhecimento preciso sobre seus estados futuros. Essa complexidade fenomenológica estabelece o que chamamos de caos. E a ciência, guiada por esse novo princípio, reestrutura suas certezas sob a forma de probabilidades, abandona as pretensões de previsibilidade do universo, e cria um novo paradigma que constitui a base da chamada Teoria do Caos.

Já no século XIX, cientistas como Maxwell (1831-1879) e Poincaré (1854-1912) questionaram a validade de alguns postulados da ciência clássica. Mas, além desses precursores, a Teoria do Caos tem alguns marcos mais definitivos a partir da década de 60, através das figuras de Edward Lorenz, pesquisador do MIT, e Benoit Mandelbrot, engenheiro da IBM[2].

A meteorologia sempre foi um dos principais exemplos de como o comportamento da natureza frustra a previsão da ciência. Lorenz ajuda a explicar as razões disso, quando observa que uma interferência ínfima (da ordem do bater de asas de uma borboleta), pode ser relevante para a ocorrência ou não de um desdobramento catastrófico (como um furação). O desvio progressivo gerado por essa hipersensibilidade dos fenômenos ficou exatamente conhecido como efeito borboleta[3]. Poderíamos imaginar que tudo isso serviria apenas para que a ciência se explicasse melhor quanto ao fracasso de suas previsões. Em vez disso, o caos imprimiu-lhe uma nova forma de atuação. Mais humilde, ela passa a operar com probabilidades, e não com predições pontuais. E, mais complexa, suas projeções para o futuro são feitas a partir de equações mutáveis, que se corrigem a cada dado novo. O caos e os desvios que ele revela não representam apenas uma falha das condições de observação do cientista, mas uma condição do universo que ele aborda, que não o obriga a abandonar a pretensão de conhecimento, mas a adotar novas ferramentas para elaborá-lo.

Mandelbrot também aceitou o desafio de lidar com fenômenos complexos. Acumulando num computador dados sobre as variações imprevisíveis de preços de alguns produtos na bolsa de mercadorias, chegou a uma representação gráfica que demonstrava uma relação entre a variação genérica de um longo período, e a variação detalhada de um curto período. Isto é, as partes dessa representação repetiam as formas do todo. Ele concluiu que, apesar de imprevisíveis, essas variações continham uma lógica (caótica) que não poderia ser representada numa imagem construída com as ferramentas conceituais existentes. Para visualizar essa lógica foi preciso a concepção de uma nova geometria que desse conta da complexidade da natureza que a ciência começava a enxergar. Ele chamou essa geometria de fractal (nome que se dá também à própria imagem gerada a partir dela) por lhe permitir criar representações visuais com dimensões fracionadas: em vez de um objeto sem dimensão (ponto), unidimensional (reta), bidimensional (plano) ou tridimensional (volume), temos algo intermediário a esses elementos. Um fractal pode ter, por exemplo, dimensão 2,3. Isso pode parecer estranho e distante da realidade. Trata-se certamente uma abstração matemática[4] mas, em computação gráfica, isso tem sido bastante útil para construir formas que nos parecem muito mais realistas do que aquela permitida pela geometria convencional. Diz-se que  a geometria fractal é mais próxima de nossa natureza, porque as formas de uma árvore ou uma montanha são muito mais complexas do que as retas, planos e cubos.

Em resumo, o caos se define pela consideração de situações complexas, menos hierarquizadas, onde os fenômenos são hipersensíveis: qualquer pequena interferência pode desencadear grandes deslocamentos. Rompe-se com a noção de linearidade do processo fenomenológico: as relações de causa e efeito são consideradas dinâmicas, e não podem mais ser dispostas estaticamente no tempo e no espaço. O universo é visto agora como uma teia causal. Portanto, não se trata de afirmar a inexistência de determinações e impossibilidade do conhecimento sobre a natureza, mas de estabelecê-lo segundo princípios mais adequados à complexidade que agora é reconhecida.


Internet: o acesso à informação numa nova dimensão de complexidade

A quantidade e a diversidade de informações disponibilizadas na Internet e, ainda, sua rápida e contínua expansão sem um gerenciamento centralizado, transformam essa rede num ambiente caótico. As condições que os cientistas do caos passam a observar na natureza, estão um tanto evidentes nessa rede: ela é concebida como uma teia; as conexões entre cada ponto são dinâmicas e não-lineares, pois não há trajetos e cruzamentos necessários, apenas possíveis; o usuário se expõe à uma infinidade de estímulos que o conduzem a desvios constantes, e que fazem com que o fenômeno de acesso às informações se constitua quase sempre através de um percurso imprevisível. Nesse ambiente particular, o processo de busca de uma informação é, ele próprio, um fenômeno hipersensível, comparável aos fenômenos que a ciência do caos observa na natureza.

A excessiva complexidade da Internet, sua quantidade e diversidade de informações, e os conseqüentes desvios no percurso de uma pesquisa são vistos muitas vezes como obstáculos ao conhecimento, e instituem um constante debate sobre a necessidade de organizar essa rede, de modo a torná-la um instrumento de pesquisa mais eficiente. Em vez de buscar a sua adequação aos parâmetros considerados válidos para um banco de informações convencional, como uma biblioteca, consideramos oportuna a compreensão de outras formas de pesquisa, que se colocam em diálogo tanto com transformações mais profundas do conhecimento quanto com as novas ferramentas tecnológicas que se tornam disponíveis. Ou seja, trata-se de repensar a própria noção de eficiência, em função de outras necessidades que se apresentam ao pesquisador.


Três formas de percurso

Para começar, vale a pena uma descrição mais concreta das configurações possíveis que adquire o fenômeno de acesso à informação na Internet[5]. Podemos delimitar três formas distintas de percurso, observadas no uso que muitos usuários fazem dessa rede:

1. Observamos aquilo que poderíamos chamar de um percurso linear ou determinista: o usuário tem uma pergunta muito bem definida para a qual existe apenas uma resposta. Por exemplo, se se quer saber qual é a população de um país, é bastante provável que essa informação esteja disponível na Internet. Neste caso, a Internet estaria sendo provavelmente tão eficiente quanto uma enciclopédia convencional. Talvez, mais eficiente, se considerarmos que suas informações estão sendo constantemente atualizada. Talvez, menos eficiente, pois será quase inevitável passar por uma série de outros dados, antes de encontrar aquele que interessa. É tomando situações deste tipo como referência que a pesquisa na Internet nos parece frustrante e, de fato, não diante deste tipo de problema que a Internet revela seu potencial.

2. Observamos ainda um percurso heurístico ou caótico: o usuário tem uma pergunta, mas ainda não formulada de maneira tão fechada, textual e linear. Ele tem, mais propriamente falando, uma "questão" que vai sendo reformulada ao mesmo tempo em que se constrói o seu percurso pela rede. Ou seja, suas perguntas permanecem sensíveis às respostas que encontra.

É um tanto difícil dizer aqui qual seria o trajeto mais eficiente, pois cada busca, ainda que parta de uma mesma questão, acaba sempre por constituir um conjunto original de problemas e de soluções. Ou seja, não há aqui distâncias mais longas ou mais curtas pois o desvio não constitui um prejuízo concreto: eventualmente, ele pode levar a soluções que não poderiam ser vislumbradas pelo conhecimento prévio do pesquisador. E se não levar a lugar algum, será sempre possível retornar a pontos anteriores sem qualquer dificuldade.

Esta forma particular de percorrer a rede se identifica com o que, no jargão dos usuários da Internet, se chama de navegar. É como estar num oceano, onde as estradas não estão previamente desenhadas. As possibilidades de desvio são inerentes ao projeto, mas isso não representa a inexistência de um objetivo. Também não se trata de estar à deriva: a viagem está sendo guiada por instrumentos de navegação (as ferramentas do browser, os links, os sites de pesquisa etc.), mas o trajeto se constrói numa tensão de forças interiores e exteriores à questão inicial. A particularidade do acesso caótico, com relação ao anterior, é que ele sugere que não se negue e não se desperdice a complexidade daquilo que a rede está oferecendo. Ou seja, sugere que o pesquisador se coloque sensível aos eventuais novos caminhos que lhe serão apontados no próprio trajeto.

O conceito de navegação tem aqui um sentido clássico: a navegação de um tempo em que o globo não estava completamente mapeado, em que as viagens mantinham um caráter exploratório, ainda que vislumbrassem um ponto de chegada mais ou menos específico (lembremos da viagem de Ulisses, que se submete às forças dos deuses e da natureza, mas também às forças de suas próprias paixões e dúvidas). A idéia de navegação, com suas possibilidades caóticas, já está contida no significado original do termo cibernética, que aparece em Platão como “a arte de guiar navios”, tomado como uma metáfora da “arte de governar um estado”[6]; ou seja, duas situações que obrigam a lidar com fenômenos complexos e imprevisíveis.

Esta forma percurso é aquela que parece conseguir manter o status de pesquisa, sem ter de amenizar a complexidade da Internet. Exatamente por isso, parece ser a que revela um maior potencial dentro desse ambiente. E mesmo pensando numa biblioteca convencional: quem nunca encontrou leituras verdadeiramente necessárias, passeando pelas prateleiras e vendo desenhos e títulos nas lombadas dos livros? Quem nunca entrou numa livraria para comprar um livro bem específico, e acabou comprando outras tantas obras que finalmente, revelaram-se, fundamentais em nossa biblioteca particular?

3. Por fim, podemos falar num percurso lúdico ou aleatório: O usuário percorre a rede, sem qualquer pergunta ou questão previamente definidas. Ele segue seu trajeto motivado pelo simples prazer da diversidade: ele passa por sites de pesquisa, de divulgação comercial de produtos, informativos, eróticos, copia programas para seu computador etc. É aquilo que no jargão da Internet se define como surfar, um seguir as ondas, as sugestões trazidas por amigos, revistas especializadas, além dos outros links que se sucedem em cada nova página acessada. O objetivo é antes de tudo percorrer, muito mais do que chegar a qualquer ponto final.

Mesmo que esse processo não se caracterize claramente como uma pesquisa - já que não há uma busca - o acaso pode ser um método eficiente para a formação de um repertório de soluções virtuais para um problema imaginado, mas ainda não detectado, e que pode se configurar de forma muito diversificada[7].

Naquilo que eventualmente pode interessar ao usuário que se define a priori como um pesquisador, o percurso aleatório, se não é uma forma eficiente de encontrar respostas, pode ser uma interessante forma de definir e motivar perguntas. Diante das rápidas transformações do mundo atual, é sempre interessante surfar pela Web, simplesmente para detectar questões, modas, comportamentos e temas que mobilizam grupos de usuários.

Dessa forma, não é difícil imaginar a passagem de um tipo de percurso a outro: alguém percorrendo aleatoriamente a rede pode encontrar certas motivações mais ou menos específicas, que se definem como esboço de uma questão. Prosseguindo, sua questão vai se lapidando até se transformar numa pergunta que o conduz à busca de uma resposta específica. Como a maça caindo na cabeça de Newton, uma mente atenta e inquieta sempre pode tirar uma boa questão para se pensar de situações mais improváveis.


Rupturas: novas qualidades da informação

A diversidade de linguagens, temas e ações sobre a informação que a Internet concentra estimula a ruptura de algumas fronteiras e hierarquias estabelecidas pelos sistemas tradicionais de comunicação e de produção intelectual e artística, e potencializa algumas características bastante valorizadas nos produtos da cultura contemporânea.

Podemos pensar, então, rupturas que se dão no âmbito de:

  • gêneros de informação: a Internet se beneficia da flexibilidade da informação digital, que pode ser atualizada em textos, imagens e sons, segundo uma infinidade de outros códigos. Tem-se assim a tendência aos produtos multimediáticos, em que as categorias que diferenciam os tipos de informação já não são mais observadas. Não há necessariamente uma linguagem prioritária e outras subordinadas a ela, como se observa nos meios tradicionais: texto ilustrado, imagem com música ou com legenda. A multimídia pressupõe um espaço que contempla todos os tipos de informação que podem ser operados pelas interfaces do computador. Assim, compartimentos tradicionais como a biblioteca, a videoteca, a discoteca e a pinacoteca não são, nem eles próprios e nem seus métodos de organização da informação, adequados a esse novo universo de informações.

  • campos da informação: as formas mais usuais de dividir grupos de informações, por temas ou disciplinas, perdem seu sentido na rede. A possibilidade de poder saltar de um ponto a outro qualquer, sem escalas, transforma a rede numa grande infoteca sem divisões sedimentadas, o que estimula o desenvolvimento de pesquisas interdisciplinares. Este possível benefício que pode ser oferecido pelos eventuais desvios: o pesquisador pode se dar conta de que sua questão particular tangencia temas ou disciplinas que estão fora de seu interesse específico, mas que podem lhe sugerir um modo útil de lidar com sua questão. Esta é uma situação que ganha força na mesma medida em que reconhecemos que diferentes campos do conhecimento respondem a paradigmas comuns[8].

  • agentes da informação: quando a interatividade é usada em todo seu potencial, atenua-se a distânica entre emissor e receptor.

Conforme diz Gilberto Prado, sobre as experiências artísticas em rede:

“O trabalho em rede necessita de uma complementariedade entre as pessoas implicadas, e uma experiência de colaboração mútua é necessária para que os parceiros possam intervir de forma coletiva. É uma rica combinatória de vontades e de intervenções. Mas a fronteira permanece fluida no que diz respeito à ação do indivíduo e a proporcionada por seus vizinhos - espaços de transição, sobretudo nebulosos, eles funcionam mais como ativadores ou catalisadores de ações que se seguem e se encadeiam”[9].

Passamos a ter co-autores e co-leitores. Obviamente, as possibilidades hipertextuais na Internet têm uma série de limitações circunstanciais, sobretudo em função da baixa velocidade na transmissão de dados. Talvez mais do que na Web, temos nos recursos de e-mail um modelo interessante, pois neles a interatividade não depende de atributos especiais das informações, pois os programas trazem consigo, além das ferramentas para leitura, outras que permitem a reprodução, a edição e a retransmissão da informação. Essa "editabilidade" da informação tende a se estender para outros ambientes, a exemplo dos chats, guestbooks, e os recentes e polêmicos "pichadores de Web" (como o programa Third Voice, que permite ao usuário anexar mensagens a páginas da Web). A interatividade também já não se limita ao texto. Ainda com restrições impostas pela velocidade de transmissão de dados, já há inúmeras experiências de ambientes virtuais navegáveis, games, além de experiências de criação coletiva de imagens e sons.

De toda a forma, levado adiante esse potencial, o processo de difusão também se confunde com o processo de criação, pois acessar uma obra significa, nesse caso, poder transformá-la. Se havíamos dito que o usuário é sensível às informações que acessa, aceitando desvios em seus projetos e motivações iniciais, a interatividade sugere que a informação também permanece sensível ao seu usuário.

A complexidade certamente age sobre o conhecimento, como um obstáculo, se quisermos sair em defesa de suas formas já estabelecidas; mas também como um novo impulso, se aceitarmos as transformações que naturalmente nele se operam. O caos, situação que se define a partir dessa complexidade e que tem se demonstrado uma característica genética da rede, não representa algo a ser superado, mas assimilado como um fenômeno maior, que se verifica tanto na natureza que esse conhecimento intenta representar, quanto nas formas de organizar tais representações.

Concretamente, esse impulso se revela no estímulo ao multimediatismo, à multidisciplinaridade e à interatividade, que são elementos marcantes da cultura contemporânea, ao mesmo tempo, produtos e produtores da complexidade. É preciso evitar o deslumbramento e a precipitação de considerar esses elementos, em si, como um ganho de qualidade para a informação. Mas não podemos negar que muitas das inquietações que surgem no interior da arte, da comunicação e da ciência têm levado com frequência a essas soluções. Trata-se, portanto, de perceber que, se o caos fere os critérios estabelecidos para a organização e utilização da informação, ele responde a uma renovação mais ampla dos critérios que regem muitas das atividades de nossa cultura contemporânea. 


BIBLIOGRAFIA:

Epistein, Isaac. Cibernética. Col. Princípios n. 62. São Paulo, Ática, 1986.

Gleik, James. Caos. A Criação de uma nova ciência. Rio de Janeiro, Ed. Campus, 1990.

Guédon, Jean Claude (entrevista à Chantal Pontbriand). “Le net: site et non-site” in: Parachute. Montreal, Parachute, out/nov/dez, 1996.

Harvey, David. A condição pós-moderna. São Paulo, Loyola, 1994.

Lévy, Pierre. As Tecnologias da Inteligência. O Futuro do Pensamento na Era da Informática. Rio de Janeiro, Ed. 34, 1994.

Moreira, Ilideu de Castro. "Os Primórdios do Caos Determinístico", in: Ciência Hoje, n.80, SBPC, 1992.

Parente, André (org.). Imagem Máquina. A Era das Tecnologias do Virtual. Rio de Janeiro, Ed. 34, 1993.

Popper, Frank. L’art à l’âge életronique. Paris, Hazan, 1993.

Prado, Gilberto.  Redes artístico-telemáticas. Novos territótios para o imaginário surgem com as “máquinas de comunicação”.  in Imagens n. 3, Campinas, Ed. da Unicamp, 1994.

 

REFERÊNCIAS NA WEB:

Falceta Jr., Walter. "Caos: navegando pelos mares do infinito misterioso" (reportagem especial). Site NetEstado. http://www.estado.com.br/edicao/especial/ciencia/caos/cao0.html
(consultado em 19/10/1999).

Quentmeyer, Tyeler. Chaos Theory, Dynamic Systems, and Fractal Geometry.
http://ananke.advanced.org/3493/
(consultado em 19/10/1999).

Auber, Olivier. Poietic Generator
http://www-stud.enst.fr/~auber/
(consultado em 19/10/1999).

Entler, Ronaldo. Arte Acaso.
http://www.iconica.com.br/arteacaso
(consultado em 19/10/1999).

Malamoud, Georges. "Navigation sur le Web"
http://www.calvacom.fr/calvaweb/Malamoud
(consultado em 19/10/1999).

 

Notas:


1- Citado em Ilideu de Castro Moreira. "Os Primórdios do Caos Determinístico", in Ciência Hoje, n.80, SBPC, 1992. p.13.

2- Para outras referências sobre estes pesquisadores ver James Gleik. Caos. A Criação de uma Nova Ciência, Rio de Janeiro, Campus, 1991.

3- Lorenz remete a essa idéia no título de uma conferência realizada em 1979: “Predictability: Does the flap of a butterfly’s wings in Brazil set off a tornado in Texas? “. Cf. James Gleick. op.cit. p.29.

4- Um exemplo desse tipo de abstração com o qual temos um pouco mais de familiaridade é o número "i", que é a raiz quadrada de -1. Imaginemos que 2 x 2 = 4, portanto, raiz quadrada de 4 é igual a dois. Mas se e "-2 x -2 = 4", como é possível imaginar a raiz de um número negativo? O número "i" é uma abstração matemática que temos estudado, porque revela também sua aplicabilidade.

5- Nós nos referiremos aqui, mais particularmente, à Web, que é hoje o ambiente que revela um maior pontencial, inclusive o de ser compatível com recursos concebidos com outros protocolos de transmissão, como o e-mail, a transferência de arquivos, as listas de discussão etc.

6- Cf. Isaac Epistein. Cibernética. Col. Princípios n. 62. São Paulo, Ática, 1986. p.6.

7- Um exemplo disso é dado pela biologia: é o acaso nas mutações gênicas que permite produzir organismos diversificados o suficiente, para permitir a adaptação de indivíduos das gerações futuras às eventuais transformações do meio, quaisquer que sejam elas. São como respostas potenciais à problemas ainda não formulados.

8- O próprio caos pode ser um exemplo disso. Mais do que um tema das ciências físicas, ele representa uma forma de compreender e abordar processos fenomenológicos, que se estende visivelmente aos campos das ciências humanas, biológicas e exatas, e das artes, muitas vezes, diminuindo a distância entre eles.

9- Prado, Gilberto.  “Redes artístico-telemáticas. Novos territótios para o imaginário surgem com as ‘máquinas de comunicação’”.  in: Revista Imagens n. 3, Campinas, Ed. da Unicamp, 1994. p.42. Apesar desta observação  se referir mais especificamente às experiências artísticas, acreditamos que ela toca num dado essencial de toda informação operada coletivamente nos meios interativos de telecomunicação.